Tuesday, August 19, 2008

um resumo filosófico-artístico do que é crescer aqui em casa.

comecei no after effects faz 3min e já consegui fazer quatro janelinhas sumirem.

Saturday, August 16, 2008

o banho eu tomo sentada. parece que quanto mais perto do chão, melhor, meus tentáculos ganham apoio e relaxo os músculos. eu não sei bem o que fazer, não quero exatamente companhia, mas não quero me sentir sozinha, é como se na tentativa de esquentar o frio com uma lareira, eu tivesse incendiado a casa inteira, e agora, sem teto, eu tenho que passar mais frio do que antes. brasília fica miúda, claustrofóbica perto da altura dos prédios de são paulo. mas é como se são paulo tivesse perdido seus corredores - é um lugar congelado no tempo na minha mente, e não ali acessível a qualquer hora num mapa. foi tanto sangue nos últimos dias que eu sequer sei de outro tom de vermelho, fico revendo a situação, over and over and over and over, vou lá, cavuco a ferida, lembro de cada instante crucial pro desastre. e a vontade de que tenho é de colocá-lo no meu colo e perguntar "me diz, quem foi a criança estúpida que te machucou desse jeito?". mas a resposta sou eu.
sou eu, caralho. não acredito nisso.
eu me dou à inconsequência de querer estar doente pra ver se explico meus desvios de uma maneira mais fácil e menos consciente

me fudi

Friday, August 15, 2008

ainda acho que o teste do bafômetro é tecnologia esbanjada sem propósito.
o teste de fazer o 4 com as pernas funciona muito bem

Thursday, August 14, 2008

sick to your stomach...

homeless total.

saia justa

mas não no sentido de passar vergonha, e sim no sentido de não conseguir impedir um ato de desacato ao pudor e estar alheia a isso. puxa pra baixo, a saia vai até o meio da coxa mas os pentelhos aparecem. puxa pra cima, é celulite, é estria e é fundo de calcinha desbotada que dão as caras para o século XXI. enfim, eu não sei o que está acontecendo de errado comigo. não basta estar de minissaia, o pior é que ainda não me dei conta do meu modelito, totalmente.

agora que consigo colocar minha (da minha mãe) vida financeira nos eixos, e finalmente estou começando a fazer algo compatível com minhas habilidades, competências, ambições e preguiças, vai lá o resto e descamba. ou então agora sim eu estou me tornando brasiliense, finalmente comecei a pertencer a esse deserto cão e impiedoso, sem qualquer margem à moral, ética e bons costumes. eles são bons por algum motivo.
menti pra mamãe, traí e magoei meu amor, roubei no troco do supermercado, blasfemei, não segurei a porta do elevador pra ninguém, estava atrasada e não tive pressa quando precisavam que eu chegasse na hora e...
agora o que me despertou numa quinta-feira, na hora do almoço, no caminho pra cá:
não tenho medo de atropelar pessoas.

vi uma moça toda maquiada, combinando blusa vermelha com sandália vermelha, arco na cabeça com coraçõezinhos, com um ursinho de pelúcia embrulhado em celofane transparente em uma mão, e um presente na outra. ela fez que ia passar, eu fui desacelerando, pra que ela seguisse o curso dela, e quando chegou bem pertinho eu...
acelerei.
intencionalmente.
ninguém saiu ferido, assustadas talvez, as duas, mas..meu deus do céu. se o inferno tá cheio de boas intenções, será que o céu tem gente com más?

eu sou uma serial killer, sério mesmo. eu torturava bichinhos quando pequena, torturava sim, não gostava de feijão porque era preto e as crianças zombavam de mim na pré-escola. talvez porque eu parecesse um boneco de pebolim piolhento com cabelo que parecia a copa de uma árvore de floresta tropical, mangavam de mim, entende? me zuavam, pra dedéu. e por isso eu tô assim hoje.
deviam cassar minha licença pra dirigir, operar máquinas de grande e pequeno porte e meu atestado de sanidade mental para plena convivência em sociedade, preciso de tratamento, ou melhor, de um diagnóstico - sou um perigo para o próximo, em todos os sentidos possíveis.
perdi a linha e ganhei fio. faço piadinhas, mas o negócio é sério, é como se agora eu finalmente tivesse escolhido um objetivo na vida: violar os dez mandamentos. eu sempre soube que levaria referenciais bíblicos na minha conduta, mas tinham que ser justamente esses?

and oh, you gotta be kidding me, mr. horoscope...
Algo pode ocorrer de uma forma imprevisível, durante esta semana. Um novo amor ou uma nova amizade, que podem marcar a sua vida, podem estar prestes a bater-lhe à porta. Se está envolvido com alguém algo inesperado poderá acontecer e alterar as vossas vidas, se para melhor se para pior isso só o tempo o dirá, no entanto tudo indica que é uma alteração positiva. Momento propício para alargar os seus conhecimentos e conhecer novos amigos.

ok, fora o "se para melhor se para pior isso só o tempo dirá", que é como dizer que apostar uma moeda pode ter resultado de cara ou coroa. sabe, eu leio horóscopo. leio mesmo, ler implica interpretar, que implica levar pro lado que mais me convém. mas putz, tinha que sair desse jeito? essa foi a previsão pra áries. pra capricórnio, mah bebeh, é essa:
Algo pode ocorrer de uma forma imprevisível, durante esta semana. Um novo amor ou uma nova amizade, que podem marcar a sua vida, podem estar prestes a bater-lhe à porta. Se está envolvido com alguém algo inesperado poderá acontecer e alterar as vossas vidas, se para melhor se para pior isso só o tempo o dirá, no entanto tudo indica que é uma alteração positiva. Momento propício para alargar os seus conhecimentos e conhecer novos amigos.

é a mesma.
cara ou coroa?

Wednesday, August 13, 2008

ah, seu coroa safado...

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir


como você sabe das coisas, chicão...


e esse ainda é um dos melhores vídeos do youtube:

com duas das músicas mais lindas que já ouvi.

Monday, August 04, 2008

em construção



as mãozinhas tão desproporcionais, e ainda assim tá se tornando um dos desenhos mais bem sucedidos da minha coleção. tem que ser acabado e melhorado 30 vezes, só que o que eu quis dizer é que foi o que eu investi mais tempo e recebi maior retorno, aquele rolo que adulto chama de custo-benefício. quem deu a idéia de desenhar uma pinup foi um príncipe nórdico que conheço..vai ver não era pra que eu desenhasse, e sim pra que eu desse pro meu cirurgião plástico.
postei aqui pra eu me lembrar da meta: terminar esse desenho até o fim de 2014.

guillemots - get over iiiit

um dos meus inúmeros sonhinhos é fazer um clipe bem legal pra essa música. na verdade, o que veio primeiro foi a idéia do video - um rapaz andando pelas ruas, de madrugada, chegando em casa, e por onde ele passa as coisas ganham vida; meio-fio, poste, árvore, casa, grama, bueiro, quase tudo, e com um toquezinho de coisa mal-assombrada. e ficam lá dançando, interagindo, como se fossem um sistema invisível.
A SERIU VOSE TEVE ESSSA IDEIA POCHA Q LEGAKL SOH QUE O QERIDINHA ISISTEM MILARES DE VIDIOS ASSIM

pois é, eu sei disso. mas eu queria fazer o meu video, o meu, com o jeito que eu vejo as coisas se mexerem, quando não tomo remedinho controlado.
e esse vídeo pede:

essa música.
tem barulhinho de assombração e batidinha de aventura. eu não sei o que a letra quer dizer. vejamos:

uuuuuuuu
uuuuuuuuuuu
sosquin nesto imbéquemi âhguen
enisbec thupleisfo mi machaldud fren
guéro veritch!


difícil.
mas o vídeo sai! algum dia ele sai!

Friday, August 01, 2008

santa na janela



cadê os repórteres? cadê minha coletiva?
Ele aparece numa imagem em minha toalha, e não tem ninguém aqui pra registrar isso.

ma ora, como assim, Ele quem?
o darth vader porra

Sunday, July 20, 2008

cuming out of the closet...

(mão em cima da bíblia, limpa a garganta, acerta a postura, olha pro horizonte)
eu prommnete...caham, eu prometo
não abandonar completamente o pensamento lógico e a razão, os jogos que aguçam a mente, a manipulação ordenada e uniforme de expressões matemáticas, o exercício do tratamento algébrico de construções numéricas, blablabla, na saúde e na doença, até que a morte nos separe, amém.
mas eu me assumi. porque a verdade explode cada vez que eu minto, salve titãs. não quero mais ter que sussurrar ou fingir espirro quando me perguntarem o que faço da vida. não porque eu tenha vergonha das áreas que percorri até agora, mas eu tenho vergonha do meu desempenho patético nelas. finalmente tem algo que eu consigo dizer de cabeça erguida, é o único meio da história que faria sentido de ser contado num livro sobre a minha vida.
eu não sei nem que nome me dar, mas se perguntarem "e você, tá fazendo o que?", é simples

- DESENHANDO :)

aí é só torcer para que não me perguntem sobre dinheiro ou aceitação da minha família.

então, como citei ali em cima, vamos cantar a musiquinha?
é um, é dois é três e vai...

nãooo voooou lutaaaar contra o que eu siiiiiinto
vou me entregaar como um soldado cansado e famiiinto
não vou lutaaarrr contra o que eu siiiiinto
porque a verdade exploode cada veeeeez que eu miiiiiiinto
nãaaao posso maaais viver em confliiiiito
nãaaaao vou negar o que é tão claaaaaaroooo
vou me entregar em tudo que eu faço, em tudo que eu falo
naaão vou negar o que é tão claaaaaaro
porque a verdade explooode mesmo quando eu me caaaaaalo

status quo

o que você diria de uma pessoa que questiona a real importância de um casamento, condena a ação militar dos americanos no iraque e no afeganistão e o bush e coisa e tal, que tem laços familiares muito fortes, que condenam abusos sexuais cometidos por padres, e que, acima de tudo, assim como as pessoas mais destemidas e determinadas e interessantes que já conheci, não dão a mínima para o que o mundo pensa?

diria que é uma pessoa...moderna, mas com um toque tradicional, por conta da família? inteligente, que rompe barreiras sociais e formalidades que nos podam e apagam a paixão natural que cada um tem dentro de si?
eu olharia um pouco mais de perto:

www.godhatesamerica.com

Listen to Our Patriotic Songs

You tramp about this nation with your military marching bands squalling about the "land of the free and home of the brave", trying to make every kindred, nation, tongue and tribe buy into that bile. Well not us. Here are the songs the way they should be sung, in a nice convenient MP3 format.

God Hates America
God Hates The World
Now God Hates This Land
We're Ashamed To Be An American
This Land Is Fag Land
Oh Wicked Land of Sodomites
We Won't Pledge Allegiance
It's A Filthy, Rectal Blood Stained Flag
There Are No Heroes, You Nitwits
Air Farce
Anchors All Gone
Semper Fi, Semper Fags, Qeerines not Marines
Toast Guard
U.S. Smarmy



eu não sei o que dizer, really, não sei. vi o documentário da bbc sobre a família phelps hoje, de um jornalista que ficou ali com eles por uma semana, participando da rotina, que era, basicamente, ir a funerais de jovens mortos no iraque pra protestar, munidos de crianças e cartazes "fags suck, god hates you", e outros cheios de cores e ódio, camisetas customizadas. contra o que? contra essas pessoas que estão lá no meio da poeira defendendo a nação americana. até aí creio que uma maioria concorda. mas o que reclamavam era que deus odeia a américa, deus despreza a américa, e esses soldados baitolas mereceram a morte (mais alguém concorda até aqui?), e também que gente conivente com a américa deve apodrecer no inferno e ficar lá e derreter e virar verme, etc.
opinar sobre isso tá fora da minha evolução, muito fora. tem uma hora que o cara da bbc tem uma chance de falar com o mufasa da manada, um cara chamado fred phelps, e ele vai direto à pergunta "quantos filhos você tem?", pra poder chegar, pelas beiradas, à pergunta "então por que 4 deles fugiram de vocês?". mas ele nunca chegou lá. fred phelps a.k.a. satan itself, rebateu no mesmo instante com um sagaz "pare de fazer perguntas tolas, e me pergunte coisas que só eu sei responder. não desperdice nosso tempo"
o véio é foda. e o jornalista fez mal em não ser mais incisivo. fez? ele não perguntou a ele se aquela parte da bíblia que diz "amai o próximo como a ti mesmo" tinha sido um erro de tradução. enquanto filmavam um protesto, passou um carro e jogou um copo cheio de meleca azul, aqueles blue slushy que americano se amarra, em uma das crianças. bem, também faltou perguntar se o garotinho atingido tinha dado a bunda, já que isso machucou o pobre do muleque, e, de acordo com com batistas de wesboro, coisas ruins só acontecem com quem merece. mas faltou mesmo?

os phelp me afetaram sim, me fizeram pensar - a cartolina e o papelão de fazer cartaz não estão baratos demais?

Friday, July 18, 2008

royalties

eu quero meus direitos autorais.
aos 4 anos, eu descobri o estojo de maquiagem da mamãe, e fiz coisa muitíssimo semelhante à cara do curinga. nem por isso tenho meu próprio gibi nem ganho mesada da marvel. se for colocar na ponta do lápis, eles me devem rios de dinheiro. dei a eles o cabelinho do curinga, a pilosidade do homem aranha e a bunda do spawn

Thursday, June 19, 2008

fucinho de porco não é tomada

o neném tava chorando, como se tivessem arrancado o nariz dele com ferroadas de abelha. levei ele pro banheiro e abri a torneira, o barulho da água na teoria acalma o bichinho, como de fato acalmou.
até que passou ela, com a familia real na barriga, e veio reclamar, dizendo que a água do planeta estava acabando e não poderíamos nos dar a esse luxo de deixar torneira aberta por motivos fúteis.
e então quem ia precisar de barulho de água pra se acalmar era eu.
ainda vem e me faz o despropósito de terminar o balão de fala com um
não liga não, eu sou maluca né? coisa de doido isso

por que diabos vocês se acham tão especiais? essa cruz de oh-meu-deus-eu-sou-um-alien-por-querer-o-bem-da-humanidade-pobre-eu-tadinho-deu é mais ridícula do que baile de debutante. vão se foder. fazem isso por arrogância e prepotência, sem essa contusão de última pessoa sã da quermesse. eu entendo, de fato está acabando, apesar de as calotas polares estarem derretendo e, teoricamente, o nosso problema ser de falta de água é água potável tá, eu sei, eu sei, ainda assim meio paradoxal, o jornal das 8 escolhe qual vai ser nosso medo atual. só que o grande ponto da questão é: se fosse o mané do teu filho, você até despacharia baleia pro sea world, pra sobrar mais água pra ele. é fato, desperdício não tem mais lugar. mas desperdício é quando não vale a pena, é gasto sem finalidade - tem três dias que não tomo banho, aí, já paguei com certeza mais do que o quádruplo da água que eu gastei com o neném. tenta você diminuir o seu banho, tirar 5min do seu momento palmolive no chuveiro.
o bom de ler revista de psicologia é que você aprende uns nomes bacanas do tipo co-dependência. se eu entendi certo, é esse o nome que dá pra essa gentinha medíocre que leva o mundo nas costas. eu juro que apoio desenvolvimento sustentável, concordo que temos de assumir responsabilidade. mas interromper um momento de alívio pra um bichinho desdentado e me chamar a atenção no meu próprio reino, aí é caixão. ó, saiu no digg: vocês não valem um puto a mais do que um saco de cenouras.
e pra terminar, lugar de maluco é no hospício. o que tá fazendo do lado de fora?

Tuesday, June 17, 2008

e no início, fez-se a luz...

sempre que preciso de fuga eu fico no fundo da minha cabeça, com o frio cortando os dedos que sobraram pra fora do casaco, no alto do 6º andar de um prédio na vila clementino, ou morninha, deitada com ele no sofá com listras, entre as almofadas de cetim vermelho com bordados orientais cafonas, a cidade como um fluxo contínuo de luzes e pessoas e barulhos diferentes, e prédios altos correndo pela janela do carro, como se tivessem pressa pra voltar pra algum lugar, tudo bem, eu que não tinha. houve contratempos e inúmeras limitações, mas foi do jeito que tinha que ser, gracioso na medida do possível, leve, novo, refrescante. não se temeu o futuro até que ele de fato chegou, claro que não sabíamos o que ia acontecer depois que eu entrasse naquele avião, e isso incomodava mas não atrapalhava. hoje eu sinto aquele vento gelado da sacada batendo no meu rosto como se fosse um sopro de fôlego puro pra seguir sã e consciente. e à tudo que me levou àqueles momentos, eu não tenho como agradecer. são mais do que lembranças, são um banho de banheira onde a gente repousa como uma âncora, imerso em um fluido tão acolhedor, tão quente, tão plácido, e dali, daquele estado, não quer sair nunca mais. eu sou tão privilegiada.
claro que o tempo trouxe consistência, e mais momentos que sequer ouso descrever, pra não me dar ao trabalho de fracassar em mais uma coisa hoje, palavras seriam inúteis. o desfecho desse encontro se tornou a minha vida, pra resumir. mas o voodoo que esse primeiro encontro exerce em mim continua sendo um mistério.


...e Ele viu que era bom.

Sunday, June 15, 2008

Saturday, June 14, 2008

life is hard

ai merda, suei. vou ter que tomar banho hoje
:(

Monday, June 09, 2008

call me, bebeh

fácil de tocar e muito bonitinha: http://www.cifras.com.br/cifra/chris-montez/call-me

da ba da da ba da ba da

vou dormir pouco, mas feliz e completa. inúmeros motivos, mais de 2/3 deles estão em são paulo, reunidos numa só carne, só que nas últimas duas horas eu fiz descobertas que são daquelas que motivam roteiros cinematográficos e best sellers - eu descobri a furniture music e o nome de uma das músicas mais intrigantes que já ouvi, e que pensei que nunca ia ouvir de novo. no google a gente procura a música pela letra, e quando é instrumental? aí que tá o grande problema de nunca se arriscar: se eu tivesse procurado por "da ba da ba da ba da ba da ba" eu ia achar. e tem mais de 5 anos atrás dessa música, ela tava incomunicável no meu cérebro, não tinha como cantar, ninguém reconhecia, porque eu canto como unhas arrastadas numa lousa, e aquelas pessoas misericordiosas que diziam reconhecer, não sabiam o nome.
e foi hoje que um mundo novo se revelou pra mim: o maravilhoso mundo das músicas de elevador, das cocktail party songs and sing-a-long, que o cd vem grátis na compra de três pacotes de fralda geriátrica. eu não consigo me conter de alegria.
a dita música é essa aqui, trilha sonora dum filme francês (eu gosto do que eles fazem, não deles):


e outras recomendadas:







agora sim, eu já posso viver.

Saturday, June 07, 2008

Drink up baby, stay up all night
With the things you could do
You won't but you might
The potential you'll be that you'll never see
The promises you'll only make
Drink up with me now
And forget all about the pressure of days
Do what I say and I'll make you okay
And drive them away
The images stuck in your head

ouvir coisas como "eu daria tudo pra estar agora abraçadinho com minha namorada" e "melhor do que esse bombom, só um beijo da minha cocota" indicam que estou em boas companhias masculinas. amigos meus, namorados apaixonados e confessos - nem lésbicas conseguem ser that sentimental, ou melhor, tão honestas. e é bom, muito bom, sinal de evolução. geralmente de amigos e colegas você ouve "ahh não aguento mais aquela vagabunda no meu pé". eu gosto de pessoas que entendem que namorar à distância, se vendo de 15 em 15 dias, é uma tortura, não um luxo.

Sunday, June 01, 2008

a tv digital, com 140 canais

aah a tv digital, com 140 canais, chegou na minha casa.
e eu fico inutilizável. não consigo ler nada que não esteja se mexendo ou emoldurado com um retângulo azul, que nem o da descrição do canal. e eu sou inútil. eu não consigo nem ser legal com meu namoradinho, desanuviar os dias ruinzinhos dele, fazer meu papel de garota. nem consigo cuidar da minha vida e fazer o que eu deveria, tenho que salvar o mundo das cáries e não fiz nada.
a tv digital, com 140 canais, não comprou minha frustração.
quando o cara fez um filme e diz que o filme é pessoal, é sobre uma situação que a família dele vivenciou, pode apostar: é uma bosta. só ele entende.

Monday, May 26, 2008

é só eu te deixar no aeroporto que meu quarto fica insuportavelmente assombrado. tem um monstro incansável e solitário que habita nele, e se solta da coleira sempre que você não está (o que explica a incrível quantidade de lixo e as manchas de merda nas paredes).

Sunday, May 11, 2008

eu não pedi pra nascer

o dia das mães foi criado pelo comércio e qualquer outro cretino sádico que goste de ver o circo pegar fogo. é hoje que as mães se lembram da dor do parto e quão pequena ela fica quando comparada à dor de ver o que o filho se tornou, deve dar até saudade dos enjoos matinais e da sensação dos pontos juntando a carne da barriga depois da cesárea. na verdade, disso elas lembram todos os dias, dívida após dívida que os filhotes brilhantes deixam, mas hoje, essas dívidas ganham destaque e ficam numa magnitude exponencial. é um dia cansativo como uma maratona, porque "mãe" tá em letras garrafais em todas as vitrines, e a pior comoção que existe é a do comércio, de fingir que se importa contigo, que está feliz de você ter parido. é claro que não. eles não querem saber se você abortou um dinossauro por conta do cigarrinho habitual que não deu pra largar durante a gestação ou se está grávida de um tumor, eles só querem que você se sinta mãe o suficiente pra comprar um presente pra si mesma, não importa mãe do que. e é mais ou menos nesse grupo que minha mãe se encaixa, no "não importa mãe do que".
aí tem que todo mundo ficar se cumprimentando como se estivesse numa vinheta de fim de ano da globo, e tem almoço na casa da tia teté, depois tem que passar na casa da vó elzira pra deixar um conjunto de louças que ela vai guardar e nunca vai usar porque até ela, no auge da catarata, sabe que aquela porra é feia demais.
é lógico que eu estou falando da minha família, talvez esse quadro não se aplique nem a 3 % da população. obrigada, seu cretino sádico de merda, obrigada por ter nos proporcionado essa data magnífica. desde então que genocídio e suicídio coletivo tem data marcada. desde que o catastrófico dia das mães foi legalizado. valeu hein, cagalhão.



será que minha mãe tá brava comigo porque eu não dei um presente da boticário pra ela?

Thursday, May 08, 2008

no auge da minha pimbice

fiz um deviant pra mim.

não bastava ter dois fotologs, agora eu quero deviant também. eu sou muito filha única mesmo.
vou guardar meus deseinho no paint tudo lá agora.
http://frozen-bananna.deviantart.com/

Tuesday, April 29, 2008

POLLYANNA RICA DO FUTURO, LEIA AQUI

quando eu for rica, quero que o chão do box do banheiro seja de vidro, e debaixo seja um aquário.

Tuesday, April 22, 2008

brasília tá tentando me enganar. engarrafa, junta gente famosa, e até acorda com céu prateado, tentando abafar o sol e fingindo chuva por vir, mas não tem erro, é brasília, não é são paulo, pode fazer fumaça e até carnificina com motoboy, jogar o lixo que for no lago paranoá (chance desperdiçada, rbd já foi embora). até caem uns pinguinhos cretinos do céu, mas ainda é brasília, é só água, não cai menina de cinco anos. minha terra não tem palmeiras, nem campo, canto ou sabiá, as crianças que vivem aqui não voam pela janela como as de lá.

é onde tá meu baldinho.


by the way, vão fazer reconstituição do crime, será que as vagas pra dublê da isabella estão abertas? eu teria alguns nomes para indicar.

Wednesday, April 02, 2008

marimoon porra nenhuma! chega de mtv miguxu!

marimoon minha pica quadrada. ela não tem a menor malemolência pra sair da internet. ela faz moda, good gosh, pessoal da moda é aqueles que should be seen, not heard, apresentar um 'mtv minha casinha da árvore', sem conteúdo, sem sem-vergonhice, sem sarcasmo, só uns textos lidos dum prompt parecendo jogral da 5ª série, e umas reportagens medíocres de adolescente burro em lugar idiota, no, no, no fas asin!
em terra de fotolog quem tem neurônio é rei (essa frase não é minha, não é assim, eu adaptei ela, e não lembro quem disse, e eu tô pouco me fudendo pra copyright), e de vez em quando você até tromba numas coisas que valem a pena e são tão cruas e puras, que vêm à tona sem esforço.



momento i have a dream quote: i have it e nele uma grande junoration se levantava. as garotas eram livres para usarem roupas confortáveis, uma geração livre de photoshop, livre de fotos de um só lado do rosto, porque o outro tem pinta e espinha, música boa, voz, violão, papel e caneta e neurônio. cores pastéis, apagadas, tons saturados, esculhambação por toda parte, cabelo desgrenhado, e nenhum limite pra criar. livre de viadinhos juvenis criticando a roupa alheia, sem isso, sem putaria de anime, sem cosplay xexelento. sem gentinha confusa se é menino ou menina, sem, sem essas essas essas nojentices moderninhas.
e que comece a era das crianças correndo atrás do carrinho de sorvete, essa febre de se levar a sério não tem graça.

Monday, March 31, 2008

morena baixinha casada procura

emprego estável, rentável e sincero, dias que durem 35h, curso de desenho, livros que emprestou e nunca devolveu, um par de passagens pra buenos aires, um cabelo convincente, um estilo próprio de se portar, caminhão que transporta leds de um estado para o outro, caminhão que transporta chocolates da kopenhagen de um estado para o outro, caminhão para transporte de chocolates e leds de brasília para são paulo, uma pele mais macia, camisetas personalizadas, uma câmera digital, lotes de disciplina, aulas de harmonica, aulas de taekwondo, aulas de wushu, aulas de kung fu, aulas de circo, uma idéia legal pra pintar o laptop e deixá-lo com a cara de um eletrodoméstico pré-histórico, talento, camisetas folgadas e confortáveis, camisetas folgadas e confortáveis do meu garoto, e tanto, tanto mais, ao lado dele, um tanto do tamanho de uma vida, a minha vida, no ritmo desses dias, come rain or come shine, do jeito que nós estamos.
algumas vezes você tem que costurar bastante, vendo suas linhas correrem tortas num tecido, guiadas numa agulha que fura, pontua e passeia, pra descobrir que já tem todas as linhas que precisa pra escrever uma bela colcha de retalhos.

ai que pôdi

Wednesday, March 19, 2008

Thursday, March 13, 2008

google it: maitena

eu era mais nova, alguns bons anos, e queria ser cartunista. minhas roupas dessa época, algumas delas, não me servem mais, mas não digo o mesmo dos sonhos. acho que a vontade vem de alguma parte obscura filantrópica minha, do desejo de retribuir a graça que me proporcionaram, das horas que se passaram sem eu notar que elas estavam sendo contadas, abstraída em uma das únicas coisas que conseguem me prender de verdade. passar esse ciclo adiante, fazer esse bem às pessoas, ainda que poucas, qualquer uma ou duas almas que eu salvasse valeria a tinta gasta no papel.

agora pera que eu vou fazer coco

Monday, March 03, 2008

meu namorado, minha morada

é onde for morar você.

Wednesday, February 13, 2008

thank you, lord

acabei de ver arrested development na fox, chega fiquei a um dedo de chorar de emoção.

the tears are coming, the tears are coming, ahhhh

que tal, chicken?

eu quero uma filha chamada dolores. o nome dolores tem mais personalidade do que eu vou ter nos meus melhores dias criativos, e olha que é só um nome, uma idéia, imagine ela posta em prática, encarnada e se mexendo. foi da dolores que veio a lolita, da dolores que veio a lola do the kinks, e vale lembrar da dolores de voz sem igual que canta no cranberries. ok, a primeira era uma ninfeta depravada, a segunda, um traveco, e a terceira, bem, a terceira tinha cara de ser daquelas sapatas incuráveis, e ela acabou fazendo merda no fim da carreira. mas todas elas têm uma energia que me falta, na condição de pollyanna cafona em que me encontro, assim, elas são bem transtornadas, e parecem estar confortáveis com isso.
aí ela teria uma irmã mais nova chamada aurora, da aurora boreal mesmo, tão hipnotizante quanto, mais introspectiva, mas igualmente determinada e destemida.
vê o ponto? eu gostaria de filhas com personalidade forte, com colhões. sei que pedir isso traz um preço amargo e caro, mas...se algum dia for pra procriar, que seja pra deixar crias de fibra por aqui. ou que pelo menos eu perca a vergonha e resolva criá-las em papel.

Sunday, February 10, 2008

pollyanna em entrevistas para estágio

eu sempre soube que se eu fosse uma personagem do friends, eu seria o joey. pero, it turns out that i'm much joeyier than i thought i was

Friday, February 08, 2008

como o marido que chega em casa no final da noite...

...e corre para os braços da esposa, depois de passar o dia com a amante, eu estou postando aqui. perdão, blogger. eu não vou te trocar por outra coisa nem tão cedo.

Sunday, January 27, 2008

AI SOCORRU BLOG TÁ CAFONÉSIMO

o último teorema de format

é lógico que a gente é burrinho e não vai pra frente, a matemática não é levada na prática. prática assim, consciente.
eu não estou dizendo que eu entenda, eu sou da boiada monga que sofreu com logaritmos no segundo grau, só acho que alguém nessa porra devia saber e fazer geometria plana baixar o preço do pãozinho.
se não, vira essa sucata intelectual aí, vai no departamento de matemática das universidades e tem o privilégio de conversar com um cara que em seus tempos rebeldes atravessou num pterodáctilo a pangéia só pra fazer um curso de contagem de pedras e bananas, da schaum's outline (ok, piada cansou, ficou longa e não deu certo, mas tudo bem, considerando que eu nem consigo ler o que estou escrevendo, va bene). chega dá gases, é uma viagem no tempo, o mais novo dos coordenadores não deve ser datado nem com carbono 14. e o livrinho bacana que eu tô lendo aponta isso, fala que matemática é coisa de gente jovem maluquinha - e é mesmo, pelo menos estatisticamente. o livro toca no nome dum tal de niels henrik abel, um rapaz que morreu antes de sequer formar barriga de chopp, fudido e mal pago, mas que, supostamente, nos seus vinte e poucos anos descobriu coisa suficiente pra entreter matemático por séculos. quem disse foi o livro, e parou por aí. eu, defensora dos frascos e comprimidos, da ralé esburacada, decidi procurar mais sobre o nobre pobre rapaz...na verdade tô procurando mais só pra ver se ele toma suco noni, que eu tô quase encomendando um carregamento lá de goiânia.
e, em todo esse tempo de wikipedia, nunca tinha visto um artigo tão bem elaborado:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Niels_Henrik_Abel
obrigada, henrik abel, por nos proporcionar os momentos de maior lirismo da wikipedia, chega dói o olho de tanto branco na página. é uma piroca lusitana mesmo.
cavando mais fundo (o que significa mudar o pt do pt.wikipedia pra en.wikipedia), você descobre que o cretino aparece nas cédulas de alguma moeda escrota aí. eu quero ler o que ele fez, mas o olho não abre o suficiente.
entenda, são quase 10 da manhã e eu ainda não dormi. eu não estou enxergando o que digito. e se você está, uma palavra de nossos patrocinadores: só o sofrimento constrói.

Friday, January 25, 2008

potof

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.




eta pablo neruda...